Começo o dia com o Salmo 126.
Cinco versículos.
Dois voltados ao passado. Gratidão.
Dois ao futuro. Esperança.
Apenas um no centro. Clamor. Restaura, Senhor.
O salmo é curto. Mas carrega muito.
Lembra que há alegria no fim, mas também lágrima no caminho.
A colheita vem. Mas é depois da semeadura.
E há semeadura que só se faz chorando.
A imagem é clara.
Quem semeia com lágrimas, colhe com alegria.
Mas precisa confiar.
Precisa lançar a semente mesmo quando a terra parece infértil.
Mesmo quando o céu não se abre.
O salmo fala do Neguebe.
Região seca.
Terra que floresce quando alcançada pela chuva.
Assim também a alma.
Mesmo em terreno árido, a graça ainda alcança.
E faz brotar.
Mas é preciso semear.
Mesmo sem garantias.
Mesmo sem força.
O salmo não promete facilidade.
Promete retorno.
A colheita vem.
Mesmo que depois das lágrimas.