Começo meu dia com o Salmo 140. Uma oração de Davi.
Pedido de proteção contra os ímpios. Clamor por justiça. É um salmo de lamentação individual. Segue uma estrutura clara: apelo, descrição da aflição, pedido de intervenção, confiança.
Alegoricamente, é o embate entre o bem e o mal.
Davi representa os justos. Os ímpios, os que ameaçam a retidão e a fé.
É a luta dos que creem contra as tentações e adversidades da vida.
Moralmente, o salmo aponta para a confiança na justiça divina.
Não uma confiança ingênua. Nem passiva.
Confiar em Deus é crer que Sua justiça é real.
E que ela não contradiz o amor. É expressão dele.
Mas o mal não está só do lado de fora.
O homem mau também habita em mim.
Os “homens violentos” são, muitas vezes, forças internas.
Impulsos que corroem. Tentação que ameaça.
Pedir proteção é, também, buscar purificação.
Elevação. Travar batalhas no campo interior.
E vencer pela luz que vem de Deus.
O salmo também denuncia o poder da palavra corrompida.
Línguas afiadas. Lábios que destilam veneno.
A palavra humana, quando distorcida, é arma.
Contra isso, escudo espiritual. E vigilância interior.
Começa em mim:
Ser responsável com o que digo.
Não crer em toda palavra dita contra mim.
Evitar julgamentos apressados.
Fazer o meu melhor.
Louvado seja Deus. Referência. Protetor.
Dos que tramam contra mim. De mim mesmo.
Da parte que escolho não ser.
E da palavra que tenta calar minha fé.