Chego ao Salmo 143. Mais um atribuído a Davi.
Mais um escrito em meio à aflição. Mais um clamor por ajuda.
Há muito o que aprender aqui. Mas uma frase se destaca.
“E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.”
Davi reconhece: ninguém é justo diante de Deus. Nem ele.
Sua oração não é exigência. É súplica. E nela há um pedido por misericórdia.
Davi não barganha. Não se apresenta como merecedor.
Reconhece sua culpa.
Reconhece suas falhas.
Isso é humildade real.
Sempre digo — e continuo crendo: por mais que nos esforcemos, sempre dependeremos da graça e da misericórdia.
Graça é quando Deus nos dá mais do que merecemos.
Misericórdia é quando Ele nos poupa do que merecíamos receber.
Davi sabia disso. E mesmo assim, pediu.
Como? Por quê?
Porque é isso que Deus espera.
Não perfeição.
Confiança.
O Pai ama quando os filhos voltam.
E pede que voltem sempre.
Mesmo sem merecer.
Sobretudo sem merecer.