Comecei meu dia com o Salmo 95. Ele não é um mero convite ao louvor. É uma advertência sobre a humildade e a obediência.
Para entender plenamente o Salmo, é preciso redefinir bem e mal, bom e ruim.
O bem não é o fácil ou imediato. É aquilo que conduz à vida plena, coerente, ainda que exija sacrifícios agora por benefícios maiores adiante. Escolhas boas nem sempre aliviam. Frequentemente custam caro, em nome do eterno.
O mal não é força ativa. Como o frio, que é só ausência de calor, o mal é a ausência de Deus. É optar pelo prazer passageiro, abrindo mão do que realmente sustenta.
Deus não demanda louvor por necessidade ou vaidade. A adoração serve a nós, porque aproxima nossa vida daquilo que a torna plena.
Quem confunde liberdade com seguir paixões imediatas não se liberta. Apenas troca uma dependência essencial por escravidões menores e transitórias.
Reconhecer nossa dependência fundamental é entender que só perto Dele somos verdadeiramente livres.
O contrário não é independência. É engano.