Chego ao Salmo 144. Um cântico de Davi.
Louvor a Deus como fonte de força e proteção.
O salmo começa com Davi bendizendo o Senhor.
Aquele que treina suas mãos para a batalha.
Ele reconhece: Deus é fortaleza, refúgio, libertador.
Depois, pede livramento.
E encerra com uma visão de bênção e prosperidade sobre o povo.
Há também um tema que atravessa o texto em silêncio.
A transitoriedade da vida. A certeza da morte.
A consciência de que tudo passa.
Um tema profundo. Familiar.
Mas quase sempre ignorado.
Saber que a vida é breve muda a forma como olhamos para ela.
Quanto valeria seu último amanhecer? Ou o próximo? Ou o da próxima semana?
Quanto custam os “novos dias” que ainda temos?
Se a resposta é: não há preço — então por que esquecemos tão fácil o milagre de apenas amanhecer?
Davi pergunta:
“Senhor, que é o homem, para que o conheças?
Ou o filho do homem, para que o estimes?”
No meu coração, respondo:
Somos nada, exatamente por não sabermos tratar com valor aquilo que tem tanto valor.
A glória não está no valor do homem. Está no olhar de Deus sobre ele.
“Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor.”
Porque sabe que nada é seu. Por quase nada é grato.
E ainda assim, tudo lhe foi dado.