Comecei meu dia com o Salmo 81.
O que mais me marcou foram os versículos 11 e 12:
Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis.
Portanto, eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos.
Aqui, vemos o peso da liberdade humana:
o Criador respeita até mesmo a recusa da criatura.
Permitir o mal não é causar o mal.
O amor não controla — porque controle absoluto não é amor. É tirania.
Quando um pai avisa sobre o fogo, mas o filho insiste em tocar, o sofrimento que vem não é punição. É consequência.
Deus adverte. Deus guia. Deus chama.
A “entrega” acontece depois de tudo — é a resposta final de um amor que recusa violar a liberdade.
O amor verdadeiro não é eficiência. É respeito. É risco.
Deus não quer robôs curados. Ele quer pessoas livres.
Se todo erro fosse automaticamente corrigido, não teríamos humanidade.
Teríamos adestramento.