Hoje é dia de Salmo 127.
E aniversário do meu filho mais novo, Otávio.
O salmo é atribuído a Salomão, mas está no livro que carrega também a voz de seu pai, Davi.
Há uma herança nisso.
O texto é um convite à confiança.
Sem Deus, que é, nada foi.
Nada é.
Nada será.
O salmo ensina que nada acontece sem a permissão do Senhor.
Mas também mostra que há o que me cabe.
O necessário.
O que não posso negligenciar.
Fora disso, vem o excesso.
E tudo que é demais, sobra.
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”
Esse excesso, às vezes, me confunde.
Quero dar aos meus filhos o melhor de mim.
Mas tenho aprendido que o que eles mais precisam… sou eu.
Presente. Inteiro. Não exausto.
Não precisam do meu esforço exagerado.
Nem da tentativa de protegê-los do que só a vida e Deus podem ensinar.
Se eu exagero, ensino, sem querer, que fazer menos basta.
Quando o que precisam é aprender a confiar mais em Deus do que em mim.
Deus é bom.
Deu-me filhos.
Não por mérito. Por graça.
Por eles, fiz o que me cabia.
E sei que Deus, que é fiel, segue fazendo o que só Ele pode fazer.