Chego ao Salmo 141. De Davi.
Um pedido urgente por proteção e orientação.
Não só desespero. Intimidade.
Davi ora com a certeza de que será ouvido. E isso me confronta.
Quando oro, tenho essa mesma confiança? Ou apenas espero ser aliviado?
Ele compara a oração ao incenso. Ao sacrifício da tarde.
Para ele, orar é culto. Não só súplica.
Tenho buscado a Deus com reverência? Ou só com pressa?
Quais concessões tenho tolerado?
O que me afasta de Deus sem que eu perceba?
Davi prefere a correção dos justos à aprovação dos ímpios.
E eu? A quem tento agradar?
Ele pede proteção; da ação, do sentimento, da palavra.
E, se errar, quer ser corrigido. Com justiça.
O salmo ensina vigilância. E oração contínua.
Relacionamento com Deus. Construção de intimidade.
Davi reconhece as próprias falhas.
Pede ajuda. Sabe que, sozinho, não sustenta o que deseja ser.
Chama atenção o pedido: “Põe guarda, Senhor, à minha boca.”
Tiago ensina o mesmo.
A palavra molda. Fere ou levanta. Cria ou destrói.
Fala o que o coração carrega.
Mas também forma o que o coração sente.
O que dizemos constrói realidade. A nossa. A do outro.
E o que ouvimos, se aceitamos, nos muda também.
Só que filtrar isso, sozinho, não dá. É graça.
E só se recebe graça caminhando com Deus.
Que meus olhos sigam fixos n’Ele.
Não só na bonança. Nem só na escassez.
Sempre.
Em quem, ou no que, tenho depositado minha confiança?