Ter boas influências faz toda a diferença e uma das grandes inspirações pra minha carreira foi e continua sendo a Barbara Liskov.
Pra mim, ela abriu portas onde só existiam paredes. Ela foi a primeira mulher doutora em computação lá em Stanford, em 1968.
De certa forma, dá pra dizer que tudo o que você está lendo agora chega até você por uma estrada aberta e pavimentada pela Barbara Liskov.
Em 2008, ela recebeu o Prêmio Turing, uma espécie de Nobel da Ciência da Computação. Isso foi só a coroação de uma carreira que rompeu limites.
Se você desenvolve software, olha só, o L de SOLID vem de Liskov, Barbara Liskov. Foi ela quem ensinou que bons códigos precisam ser como bons relacionamentos: flexíveis e, principalmente, capazes de evoluir sem se romper com o tempo.
Aliás, foi a Barbara Liskov que nos ensinou também que código deve ser feito primeiro pra gente, depois pra máquina.
Se o mundo da tecnologia ainda é majoritariamente masculino hoje, imagina nos anos 1960, quando a Barbara Liskov já fazia história. Ela nos ensinou que ser pioneira não é só chegar primeiro, é resistir por mais tempo.
Ela ainda é professora no MIT e, cara, se já tive vontade de estudar no MIT foi porque pensei na possibilidade de aprender diretamente com a Barbara Liskov.
Eu sempre menciono a Barbara Liskov, seja nas minhas mentorias ou nas reuniões do meu clube de estudos. Pessoas geniais não apenas ensinam, elas inspiram. A Liskov, como já disse, é uma inspiração pra mim, e preciso compartilhar isso com as pessoas.
Se você é mulher, fica aqui meu convite: vem participar das minhas mentorias e do meu clube de estudos. É no diverso que a gente aprende a ver mais longe e percebe coisas que sozinho não consegue. Uma das pessoas que me ensinou isso foi, sem dúvidas, Barbara Liskov.