Lula, que foi metalúrgico, disse que é hora de acabar com a jornada 6:1.
Trabalhei numa empresa de TI que parecia uma metalúrgica. Começava às 08:00. Pausava às 12:00. Voltava às 13:12. “Soltava” às 18:00. Escala 6:1 disfarçada em cinco dias.
Como Lula, sempre fui revolucionário. Nunca respeitei a escala. Só que eu trabalhava mais.
Revolucionei tanto que hoje nem sei qual é a minha. Acho que é 7:0.
Sem hora pra começar. Às vezes, antes das 05:00. E, pra ser honesto, acho que já nem “solto” mais.
Mas trabalhar mais não é ser mais produtivo. Produtividade é outra coisa: é entregar mais, trabalhando menos.
Lula sabe disso. Ou, quase. Né?
O Lula fala em acabar com a escala 6:1. Na mesma semana em que a camisa da seleção ficou vermelha e a base governista tenta barrar uma CPI do INSS. Trabalho demais?
O fim da jornada 6:1 pode ser a colaboração do presidente pra produtividade: que o povo trabalhe menos. Faltou só explicar como entregar mais. Mas, tudo bem, político não entende de entrega. Só de promessa.
Aí eu penso: temos máquinas inteligentes agora. Que trabalhem elas!
Elas sim são a resposta para produtividade e para a escala.
Só não dá para dizer elas estão roubando os nossos empregos.
Já pensou, ChatGPT presidente?
PS. Já que hoje é dia do trabalhador, me deixem continuar trabalhando.