Sempre gostei de ler. Muito. E agora comecei uma abordagem nova: leitura aumentada por IA.
Comecei com A Era da IA, do Eric Schmidt, Daniel Huttenlocher e Henry Kissinger. À moda antiga. Livro de papel. Páginas, marcador, café ao lado.
Mas, antes de mergulhar, abri um chat com o GPT. Pedi informações sobre o livro. Quis uma visão mais ampla. Saber quem eram os autores, qual a proposta da obra, que tipo de discussão eu ia encontrar. Uma espécie de “briefing” antes da leitura.
A cada trecho marcante, faço um comentário. Se destaco uma passagem, tiro uma foto e mando. E aí recebo de volta uma análise ampliada, conexões que eu não tinha feito, perguntas que me ajudam a pensar melhor.
O GPT também está me ajudando a montar uma lista com os principais aprendizados — frases curtas, diretas, que resumem o que o livro está propondo. Tipo um fichamento, mas construído em tempo real, junto com a leitura.
Importante: a IA não está lendo por mim. Não é atalho, não é substituto. É outra coisa. É aumento. É companhia para pensar. É como ler com alguém do lado, que te escuta, te cutuca com uma pergunta, ou te devolve uma ideia que você não viu ali, mas que estava.
É leitura com diálogo. Leitura com presença.