Eu já devia ter sacado que mandar áudio bravo não dá certo. Perdi a conta de quantas vezes já comecei a gravar uma mensagem, percebi que estava pegando pesado e desisti. Comecei a gravar outra vez, só pra notar que estava fazendo a mesma coisa de novo. É impressionante como a raiva cresce dentro de mim, toma conta, e depois não sobra razão nenhuma. Mas olha só: pelo menos tô começando a me entender melhor.
Recentemente comecei a ouvir aquele livro famoso, o Inteligência Emocional, e descobri que nosso cérebro funciona tipo com dois sistemas: um racional e outro emocional. Eles ficam conversando o tempo todo. Se só o emocional mandar, viro praticamente um bicho; se só o racional controlar tudo, fico frio, sem graça, sem vontade de nada.
Aí percebi que inteligência emocional mesmo é conseguir controlar essa bagunça dentro da gente. Só que o próprio livro já adianta: às vezes, em situações mais tensas, até quem tem o controle emocional bem treinado sofre o tal “sequestro emocional”. É quando as emoções tomam conta e a razão simplesmente desaparece. E aí já era: mesmo estando certo, você perde a razão na discussão.
De todas as emoções, a piorzinha mesmo é a raiva. Raiva chama raiva, meu amigo. Quanto mais você fala dela estando bravo, mais a coisa piora—é tipo uma espiral que só afunda. Já reparei isso comigo várias vezes. O truque, então, é falar de outra coisa, mudar o pensamento, dar uma voltinha, enfim, esfriar a cabeça. Senão, já viu: perco a linha e ainda estrago minhas relações.
Então tá decidido: preciso urgentemente parar de mandar áudio quando estiver bravo. E recomendo o mesmo pra você: segure a onda nos áudios e leia Inteligência Emocional.