Enquanto o “bom-dia” não vem, eu espero.
O dia não espera, eu sei.
Mas eu, eu espero.
Olho o celular, confiro, suspiro.
Dou meu “bom-dia” por aí, fingindo que tá tudo bem.
Mas o dia, sem o teu, não é tão bom assim.
E vai passando — morno, quase cinza —
até que o teu “bom-dia” chega.
E aí sim, o dia acorda.
E eu também.