Dia de Salmo 96.
Não é convite. É convocação. Reconhecer Deus como Senhor não é exclusividade de Israel. É projeto aberto—universal.
Mas há mais. É um chamado ao testemunho. Quem crê instrui quem ainda não pode. Comunhão exige abertura, não doutrinação.
O crente enxerga Deus no mundo, na ordem natural. O incrédulo vê acaso e biologia. São escolhas diferentes. Não devem ser ocultadas. Proclamá-las é identidade, não convencimento.
Reconhecer Deus como juiz não é consolo infantil. É decisão adulta. E maturidade exige tempo. Por isso, fé é prática. Demanda tempo.
Anagogia sugere julgamento final. Deus vindo restaurar justiça e verdade. Não é profecia escapista. É antecipação. E promessa.
Mas eu não acredito que o juízo virá. Ele já está. Nossa inadequação diante do mundo—que escolho entender como criação divina—já é condenação. Não por decreto externo.
Mas por prática própria.
O homem não será julgado e condenado. Ele já se condena conforme os preceitos estabelecidos por Deus.