Começo meu dia com o Salmo 138.
Alguns diriam que é um salmo sobre gratidão.
Eu penso que é um salmo sobre intimidade.
E intimidade só nasce com relacionamento.
Com comunicação.
Com um escutando o outro.
O salmo diz que Deus sempre nos escuta.
Mais que isso: que Ele nunca nos deixa sem resposta.
Se há silêncio, é porque a resposta é “não”.
E, ainda assim, esse “não” é bom.
Deus é bom por nem sempre nos dar o que pedimos,
mas por, na Sua companhia, nunca deixar faltar o que precisamos.
“O Senhor sempre completará o que em meu auxílio começou.” (v.8)
Essa certeza me sustenta.
Deus não precisa de nada que eu tenha.
Nada em mim O serve como recurso.
Mas Ele reconhece o humilde.
É no coração quebrantado que Ele age.
“Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida.” (v.7)
Mesmo em dor, o relacionamento permanece.
E é dele que brota a força.
Com o tempo, com a convivência, a intimidade cresce.
E da intimidade, falar dEle se torna natural.
Por que não falar do que me é íntimo?
Falar de Deus não é esforço.
É resposta.
Como em qualquer relacionamento,
Deus, com o tempo, se revela.
Não porque se esconda,
mas porque a nós falta capacidade de percebê-Lo.
Aos poucos, Ele vai sendo reconhecido por quem O busca com sinceridade.
Relacionar-se com Deus é promessa que sempre se cumpre,
mas que nunca se encerra.