Eu era criança quando assisti a uma palestra na escola que mudou a forma como eu penso.
O palestrante perguntou:
“A vida que seus pais têm, com os resultados que eles têm, é a vida que você quer pra você?”
Eu sempre amei meus pais.
Mas sabia que não queria repetir a história deles.
Eles eram e sempre serão minha origem, mas não minha linha de chegada.
Então ele completou:
“Se você busca algo diferente, aceite todos os conselhos, com amor, que eles te derem.
Eles querem o teu bem.
Mas saiba: você vai precisar de uma orientação diferente.”
Pronto. Fez sentido.
Mas aí fiquei com uma pergunta na cabeça:
onde eu encontro essa orientação diferente?
Eu morava numa cidade pequena.
No meu círculo, ninguém tinha feito algo muito diferente do que meus pais haviam feito.
Então fui buscar nos livros.
Comecei a conversar com autores.
Muitos deles me emprestaram sua forma de pensar.
Fiquei obcecado por isso.
Fascinado pela ideia de poder aprender com quem eu nunca encontraria pessoalmente.
Foi aí que nasceu minha paixão por filosofia.
Não a filosofia das respostas, mas a das perguntas certas.
Conversar com quem tem os resultados que a gente quer ter.
Respeitando quem veio antes,
mas aprendendo a olhar e caminhar na direção certa.
Os livros me ensinaram a pensar.
A escrever.
A comunicar.
De muitas formas, me ensinaram a viver.