O ChatGPT tem sido um grande parceiro nos meus estudos de filosofia.
Hoje estou fazendo um curso com o professor Clóvis de Barros Filho sobre Nietzsche. Antes disso, fiz outro curso sobre Bourdieu. Um filólogo e um sociólogo: dois pensadores importantes, mas que escrevem de um jeito “hermético”, usando palavras em sentidos muito particulares. Isso exige atenção para não se perder.
As aulas do professor Clóvis são impressionantes. Em poucos minutos, ele consegue falar de forma profunda e muito própria sobre uma quantidade enorme de ideias.
Para acompanhar, encontrei um método simples: trago minhas anotações para um chat no ChatGPT e organizo tudo em duas tabelas. A primeira é um glossário, com os conceitos e seus significados. A segunda mostra as relações entre os conceitos, como eles se apoiam ou se contrapõem.
O resultado é incrível. Essas tabelas funcionam como um mapa, que revela conexões que eu provavelmente deixaria passar. É como acender uma luz em lugares que antes ficavam no escuro.
Mas é importante dizer: o GPT não é um “oráculo” que dá respostas prontas. Pensar assim só leva a erros. Ele é, na verdade, um modelo de linguagem muito poderoso, capaz de organizar informações e dar forma ao que a gente coloca nele.
É por isso que, para mim, IA significa inteligência aumentada. Ela não substitui o estudo, mas amplia nossa capacidade de entender, relacionar e estruturar o pensamento.