Não estou falando de software. Nem de hardware.
Falo do outro sistema. O que devia ser à prova de falhas humanas.
Corromperam o sistema — não o que roda códigos, mas o que deveria rodar caráter.
Pagaram a um programador júnior.
Por sua senha.
Uma senha que, por algum motivo, abria coisas demais para alguém de cargo de menos.
Estranho, não?
Além da senha, pagaram por uma digitaçãozinha aqui, outra ali.
Nada demais. Mas foi o bastante.
Abriram portas. Janelas. Escancararam geral.
Uma falta de controle tão absurda que quase colocou o Brasil em descontrole.
Levaram quase R$ 1 bilhão.
Um júnior manipulado virou brecha para um rombo histórico.
Não entenda mal: o Banco Central é uma fortaleza.
Daquelas com muralhas altas, protocolos rígidos, um fosso em volta.
O problema não estava na fortaleza.
Estava no fosso.
Era raso.