Até pouco tempo, o impacto era claro na operação:
IA assumindo tarefas de analistas, desenvolvedores, designers.
O júnior virou dispensável.
O pleno virou o novo júnior.
O sênior… já começou a se perguntar onde pisa.
Mas agora a coisa subiu.
Chegou nos conselhos.
Ontem, participei de uma conversa entre o CEO e um conselheiro.
Usei o ChatGPT com função de “investigação” pra gerar um diagnóstico comparativo da empresa frente aos concorrentes.
O resultado?
Assustador de bom.
Em minutos, entregou mais precisão e acionabilidade do que muitos relatórios de consultoria que já vi.
O conselheiro leu.
Fez destaques.
Anotou pontos sensíveis.
Sugeriu perguntas.
Por curiosidade, pedi ao GPT que fizesse o mesmo.
Deu quase na vírgula.
O conselheiro soltou: “Ela tá dizendo tudo o que eu falo.”
Brinquei: “Dá quase pra demitir o conselheiro.”
Rimos. Mas rimos torto.
Depois, ele propôs próximos passos.
Pedi ao GPT uma recomendação de plano de ação.
Alinhado. Mais detalhado. Mais direto.
Por fim, testei o seguinte:
“Me dê uma agenda de CEO para amanhã, com base nesse cenário.”
Recebi uma pauta enxuta, bem estruturada e com o tom certo de alta liderança.
O que parecia restrito a tarefas operacionais agora escala os andares.
O jogo não está mudando só no porão.
Está mudando também na cobertura.