Acabei de sair de um encontro do meu clube de estudos. O tema era “a arte do caching”.
Mas, como sempre, a IA apareceu na conversa.
Deixa eu explicar minha visão.
O trabalho de desenvolvimento de software pode ser dividido em três blocos:
entender o problema, desenhar a solução e implementar.
Ou, em outras palavras:
intenção, design e código.
Na minha masterclass, falei sobre os critérios que uso pra decidir qual estratégia de caching adotar.
Falei sobre ser uma “arte” mais do que ciência.
E arte exige julgamento. Contexto. Repertório.
A IA? Ela confirma se sua escolha faz sentido.
Ela implementa direito.
Mas você ainda está no comando.
Juniores costumam se apegar à implementação.
Plenos começam a se preocupar com o design — percebem que código precisa ser mantido.
Seniores, cansados de soluções complexas pra problemas simples, focam em entender a dor.
E é aí que entra a IA.
A IA brilha na implementação.
Por isso costumo dizer:
agente de IA é como um júnior bom. Rápido, obediente e sem ego.
No design, a IA ajuda — se for bem interpelada.
Na intenção? Ajuda pouco.
Por isso bons desenvolvedores continuam sendo essenciais.
Porque são eles que percebem o que precisa ser resolvido.
E são eles que desenham a melhor forma de resolver.
IA executa.
Mas quem pensa, ainda somos nós.