Na última semana, descobriu-se que a Lovable, plataforma que usa IA para gerar aplicações “bonitas”, vinha produzindo código com sérios problemas de segurança.
Surpresa? Nenhuma.
Decepção? Talvez.
Mas a pergunta relevante é outra: ainda faz sentido usar IA para escrever código?
Sim. Faz.
A IA hoje programa como um desenvolvedor júnior. Rápida. Incansável. Cheia de energia. E cheia de falhas.
Como todo júnior promissor, precisa de supervisão. Revisão. Contexto.
Usá-la para acelerar ciclos é estratégico. Esperar arquitetura dela, não é.
Porque escrever código é só uma parte.
Arquitetar sistemas envolve decisões que não cabem em 50 palavras: segurança, modularidade, desempenho, manutenção. Isso não se resolve no prompt. Se resolve na estrutura.
IA não é mágica. É colega de equipe.
E todo time precisa de processos: testes, integração contínua, validações, gente olhando.
O erro não foi usar a Lovable. Foi usá-la sem um arcabouço técnico ao redor.
O problema foi engenharia ruim.
Não da ferramenta.
De quem a trata como sênior, mas entrega as chaves como se fosse só apertar um botão.
Você colocaria um estagiário para liderar a segurança da sua empresa?
Pois é.
A IA ainda está aprendendo. Com os bugs.
Falo bastante sobre o “jeito certo” de usar IA nas minhas mentorias e no meu clube de estudos.