Com frequência, me pedem “agenda” em horários inusitados: sexta-feira fora do expediente, invadindo tempo com a família, ou bem cedo pela manhã, atropelando o momento reservado à academia. Tudo bem, só que não.
Sobra cara feia em casa e a sensação ruim de deixar o autocuidado por último. Tudo por achar que preciso ser flexível com os outros e inflexível comigo.
Às vezes até parece que vale a pena; em outras, a “reunião urgente” poderia ter sido um e-mail.
O duro é que quanto mais “flexibilidade” demonstro, mais “inflexibilidade” recebo. Algumas vezes, reuniões restritas a determinado horário são canceladas minutos antes, sem justificativas melhores do que uma vaga “força maior”.
Às vezes dá até para chegar em casa, mas o clima já azedou. Na academia, não tem jeito: treino perdido e gosto amargo de falhar comigo mesmo.
Hoje, 1º de abril, comecei com mais uma “agenda furada por força maior” e outro treino desperdiçado. A outra parte cancelou minutos antes do compromisso. Hoje é o Dia da Mentira — e o bobo fui eu, mais uma vez.
Minha resolução neste 1º de abril: minha agenda comigo será território inviolável. Inflexibilidade por “força maior” existe, só que desta vez, do meu lado.
Cansei de ser “bobo” e acho que você deveria cansar também.
LICÃO: Respeite-se primeiro. Talvez — só talvez — os outros entendam o recado e comecem a te respeitar também.