Acabei de “ouvir” 1984.
A distopia de George Orwell, escrita em 1948.
Agora, com interpretação poderosa de Lázaro Ramos e grande elenco.
1984 fala do Big Brother.
Figura onipresente.
Vigilância constante.
Controle como hábito.
Segurança como desculpa.
1984 fala da Novilíngua.
Reduzir o vocabulário.
Eliminar nuances.
Menos palavras. Menos pensamento.
Ideias curtas. Sem conflito. Sem profundidade.
1984 fala do Duplipensar.
Aceitar contradições sem ruído interno.
A paz é a guerra. A liberdade é a escravidão.
Dois opostos, mesma verdade.
1984 fala do Ministério do Amor.
Que tortura em nome do bem.
Corrige. Educa.
Amassa o desvio até que desapareça.
1984 fala da reescrita do passado.
Nada é fixo. Tudo pode ser ajustado.
O ontem depende do que convém hoje.
1984 fala do cancelamento.
Pessoas removidas do discurso.
Silenciadas.
Esquecidas.
Desfeitas.
1984 fala da autocensura.
Não basta obedecer.
É preciso concordar.
É preciso acreditar.
É preciso amar quem manda.
1984.
Só ficção.
Só um livro.
Escrito há mais de 70 anos.
Nenhuma relação com o mundo real.
Nenhuma mesmo.